Que o nosso foco salve a foca Me invoca tanto o seu sufoco Que o nylon tenso que a enforca Aperta aqui no meu pescoço E ao mesmo tempo me sufoca E um zunido ao ar eu ouço Quando o arpão alveja a foca Me rasga a carne até o osso Que o nosso button salve o boto Me empolga tanto vê-lo à foto No peito de um homem roto Colada em um blusão de cotton Ou na jaqueta de um garoto Que roda o mundo em sua moto Dizendo ao vento: Salve o boto! Ao lado de uma flor de loto Que a nossa arca salve a orca Me invoca tanto o seu sufoco Que o nylon tenso que a sufoca Enrola aqui no meu pescoço E ao mesmo tempo me enforca Ouço estralar de vez o osso E o sangue que jorra da orca É o meu suor pingando grosso