Já faz tempo que eu só danço feito tripa do meu boi Não me queixo nem me canso, se não sei pra onde ele foi Se ele é preto, se ele é branco, se é de estrela ou coração... Eu só sei que aguento o tranco, bailando na escuridão Ê boi! Meu boi quando desponta na arena E faz brilhar de emoção os olhinhos da morena Dispara o meu coração e ao mesmo tempo me acalma Se eu carrego o seu corpo, é porque sou sua alma Ê boi! Meu boi do Maranhão, Parintins Da cordilheira dos Andes e outros tantos confins Tu és a cruz da beleza, eu sou teu Cristo pagão Crucificando a tristeza em sua ressurreição