Sonhos se enroscam em meu pescoço Meus desejos podem me matar Lá fora respirar é perigoso Milhões de vidas fora do lugar Caem os cleros e os peões Não descrimina e nem se vende Alguns preferem suas ilusões Fecham os olhos ao que está a frente O novo normal é agora respirar O novo normal é se perguntar O novo normal é se entender E entender, o outro lado da vida Os planos passeiam em dias sem fim Milhões de telas me alimentam Frases prontas em notícias ruins Me dilaceram me envenenam Caem os muros e os portões Invadiu favelas e apartamentos Vidas vazias outras percepções Democracia pregada ao vento