Vasto o campo de árvores mortas por onde costumo andar Banhado em álcool, acendo um cigarro e assisto O resto do mundo queimar Olho, por entre os galhos já secos no escuro das noites daqui Isso é real ou é apenas a forma das sombras que cria imagens assim? ♪ Ando ao redor da clareira onde oram mulheres e homens de bem Ouço a alegria tocar suas almas ao verem de perto a cena que veem Um pai perturbado dá a vida do filho às vozes que ouve falar Lá, a palavra intátil vale mais que a pele ou tudo o que podem tocar A paisagem não é real Mas sinto o meu peso sobre o chão Pouco adiante a trilha estreita e já quase não posso seguir Nesse ponto, ou descartam a bagagem que levam Ou a trilha termina aqui Escolhem o incerto e largam suas malas e tudo o que os fazem sãos E talvez um dia ouçam vozes pedindo a vida De um dos seus filhos em vão A paisagem é real Mas já não sinto o peso desse chão Que pesa sobre meus ombros Mas não firma os meus pés enquanto ando Os galhos Frágeis, secos Mortos por dentro À mercê da fé Num campo de árvores mortas ♪ Vejo vocês se esquivando atrás dessas árvores mortas São só dois corpos despidos de vida Presos num campo onde vida não há