Ontem de manhã, quando acordei Olhei a vida e me espantei Eu tenho mais de vinte anos Qual, colé, chega ai Peter Parker! Passa a noite inteira e eu acordado Uma fruteira de morangos mofados Vinte anos nos passados Sendo arrebatado Em tempos de ira Culminando em uma lira De tempos que enfim São tortura pra mim Vazio de Maxim (an) Com Rebbeca em cena e Hitchcock Só um braço esquerdo e os meus vinte cortes Penso meu enterro sem um fim em morte Pra ter mais viagens sem um passaporte E horas atrasado Medo do passado Com sorte no ato Cem anos de fato Puto sem um quarto Rabiscos no quarto Dores de infarto Eu digo que os jovens são loucos Como se eu fosse velho Set, aceita um drink? Um remédio? Estoca então esse analgésico Pra sorrir, usa esse anestésico E só de protesto, ser mais indigesto Decola por cima dos prédios ou mar Mas tanto faz Vinte mil léguas terrenas ou submarinas da paz 2020, então fica ativo na rua, rapaz Como se eu tivesse quarenta Ou só vinte anos a mais Latino americano, sem grana no banco Não vou passar em branco, não Eu me sinto velho e sem tempo Mesmo sendo tão jovem Bens se vão com o vento E assim se dissolvem na essência Não quero certezas Sofrendo por antecedência Se acostume com a minha ausência Mr.Nobody, decisões absurdas Eu não tenho decência Estamos no acréscimo Conversando em clima de término Fora da terra O recreio da moda é os falsos subindo No meio de uma roda de diabo sorrindo Pedindo socorro e ninguém me socorre Eu tô tão devagar e o tempo só corre São coisas que morrem pra acompanhar a vida E eu sigo pintando por cima de tinta Minha mãe disse: filho não vira bebida Eu virei a ampulheta e foi pior ainda