Já vivo enterrado na noite E sei que ela é parte de mim Não tenho motivos sobrando pra dormir ♪ Vivo de festa em festa Eu faço a fossa chegar a seu fim Vou revirando as ruas Lua distante que nunca quer ir Depois, um café lá no bar Bem, nova noite ainda há de vir Desperto e os raios do sol vem me cobrir ♪ Guardo perfume das noites Flores dos bares da vida E a rotina boêmia é sempre assim ♪ Mesa de muita conversa Ou de pouca pressa, de muito cetim Bocas pintando o sete balançam quadris ♪ Muitos olhares trocados Suspiros bordados nos lábios de mel E o veneno, o fel são pedaços de mim ♪ De volta a rotina boêmia Bares da vida, qualquer cabaré Um laço me prende ao pescoço, ato de fé ♪ Sou marginal por costume Parte de lua qualquer Mas, para mim, toda noite é sempre mulher ♪ Sou marginal por costume Parte de lua qualquer Mas, para mim, toda noite é sempre mulher