A partir do canto Eu escrevo o verso A partir do nada Eu construo tudo Quando vejo tudo Eu não me satisfaço Preciso de espaço e quero navegar A partir da brecha Eu arrisco o passo Com o passar do pé Deixo a marcação Com o rastro raso Vou deixando a pista A seta está piscando mostrando a direção Ser tão Ser tão Ser tão O vazio não é desculpa para inércia Isolamento, combustível para a solidão Questionar é necessário para o que está perto E o que se encontra longe, ter onde buscar Sou suor que seca enquanto durmo Sou dor que sossega em busca do prazer Sou paixão que se esconde em busca de um amor Sou poeta que se esconde ao escrever Ser tão Ser tão Ser tão A partir do caos Eu busco a paz Ao encontrar o abismo Me jogo ao chão Em queda livre nesse jogo voraz Eu quero me encontrar nesse baião A partir do canto Eu escrevo o verso A partir do nada Eu construo tudo Quando vejo tudo Eu não me satisfaço Preciso de espaço e quero navegar Ser tão Ser tão Ser tão