Começo a descrever Tudo o que me puxa Tudo o que me afunda em meus lençóis cada manhã Aviste o meu céu, é tudo tão vazio Não torne isso frio como já estou Não importa as horas pra me dizer Que tudo está contra nós Em vários moldes, em várias perdas De tudo que não reconheça mais Que esse sou eu Que posso mudar Que eu não preciso de você Pra chegar lá Porque no fim, as coisas estão fora de controle Pois cabe a você, só cabe a você Poder provar, provar pra si mesmo Que posso chegar lá Que posso dizer Que não, eu não, não devo a ninguém! Que posso enxergar E volto a dizer Que não, eu não, não devo a ninguém! Me dê sua mão Não corte minhas asas Pois criei o meu fantasma Está em todo lugar Não olhe atrás Não desvie a rota Pois não resta nada aqui Nem amanhã E nem agora